ASAS


Centros de Acolhimento da ASAS ajudam 50 crianças


Centros de acolhimento da ASAS apoiam 50 crianças e ajudam-nas a desenvolver projeto de vida. Um dos sonhos que pode estar perto de se concretizar é a criação de uma casa de autonomia, na Trofa, para ajudar jovens que atingem a maioridade.

A hospitalidade é uma das qualidades que salta logo à vista nos meninos que dão vida à Casa Raízes. Esta habitação é um dos três centros de acolhimento temporários da ASAS (Associação de Solidariedade e Ação Social), situados em Santo Tirso, que acolhem crianças desde a nascença até aos 18 anos.

Por estarem em ambiente de risco, as crianças acolhidas pela ASAS foram retiradas das famílias e agora crescem de forma estruturada, rodeadas de amor e solidariedade. Apesar das condições que as colocaram sob a alçada da instituição, as quatro paredes dos centros de acolhimento escondem rostos que não precisam de muito para sorrir. Escondem brincadeiras e peripécias, mas também escondem tristezas, medos e muitas interrogações. A possibilidade de um dia serem adotados está presente nas suas mentes todos os dias. Mas enquanto estão na instituição, aprendem a ser felizes para que no futuro possam ganhar ASAS e voar.

Os centros de acolhimento existem há 18 anos e até agora já abrigaram 500 crianças. A ASAS trabalha nesta área, abrangendo os concelhos de Santo Tirso e Trofa, e é através da Segurança Social que acolhe os meninos. Neste momento, 50 crianças estão distribuídas pelos três centros: a Casa Renascer (dos zero aos seis anos), a Casa Raízes (dos seis aos 12 anos) e a Casa Sol (dos 12 aos 18 anos). “O projeto de vida deles é desenhado quando a Segurança Social e o Tribunal resolvem retirá-los dos pais e familiares, por falta de condições de vária ordem. Depois, há audiências cíclicas no Tribunal, onde são elaborados relatórios que são postos à discussão, relativamente à evolução da postura dos pais e dos familiares perante o crescimento dos meninos e a sua situação económica. Se não houver realmente situações que levem a que os pais, ou algum parente de sangue, possam ficar novamente com as crianças, a solução é a tentativa da adoção.

Mas, é sempre o Tribunal que decide essa situação”, explicou Helena Oliveira, presidente da ASAS. Enquanto nos mostra as instalações, Telma Pinto, coordenadora dos centros, explica que “todos os meninos que são acolhidos participam na concretização do seu projeto de vida”, ou seja, “sabem porque estão na ASAS”. “A explicação é enquadrada com as suas idades. Em todas as passagens da vida deles, eles são envolvidos e informados. São crianças resolvidas e felizes, porque sabem o que se passa”, acrescentou.

Colaboradores e voluntários contribuem para bom funcionamento dos centros

Quando entramos na Casa Renascer, que acolhe crianças dos zero aos seis anos, somos desde logo contagiados pelo ambiente harmonioso e acolhedor do espaço, que foi remodelado por “uma benemérita da Trofa”, referiu Helena Oliveira. Da sala de estar, com muita luz, com desenhos coloridos e muitos brinquedos, até às casas de banho onde repousam as esponjas de várias cores e devidamente assinaladas com o nome de cada criança, tudo com o cunho dos mais novos. Os armários, orgulhosamente arrumados reúnem os enxovais individuais de cada um. O fraldário, ou o “lago dos bebés” como foi batizado pelos mais velhos, é um dos locais de culto e que desperta maior simpatia, pois lá habitam os patos de brincar, e os recipientes com tampas em forma de animais.

Para que tudo funcione “às mil maravilhas”, a ASAS conta com o trabalho de 26 pessoas, entre equipa técnica e colaboradores, que se empenham todos os dias para colorir a vida dos mais pequenos. Os colaboradores “são envolvidos nas competências” que a instituição quer trabalhar nas crianças.

“Damos formação e temos reuniões mensais, em que fazemos a avaliação. A equipa técnica dá estratégias para trabalharem os objetivos que querem atingir. Somos uma família, pois cada um tem um papel fundamental”, frisou Telma Pinto. A convivência com estas crianças não deixa de envolver “um trabalho a nível emocional” e um “acompanhamento psicológico, se necessário”. “Há sempre alguém que nos toca de uma maneira especial, mas também sabemos que estas crianças estão cá, mas bom é que elas não estejam cá muito tempo”, sublinhou.

A ASAS conta ainda com o precioso apoio de vários voluntários que ajudam na concretização de atividades, a tratar de rotinas diárias como os banhos dos bebés e a alimentação. Há voluntários que vêm “como professores no acompanhamento dos trabalhos de casa”, que levam os meninos à catequese ou atividades extracurriculares e outros que trabalham “na angariação de fundos”.

Ajuda da comunidade é fundamental

Na Casa Raízes, os meninos fazem questão de nos mostrar os cantos à habitação, enquanto nos explicam como passam os tempos livres e as brincadeiras quando é hora de dormir. Neste centro, as crianças já são envolvidas nas atividades domésticas para ganharem autonomia. Telma Pinto explicou que a instituição “funciona de igual forma como uma família”: “Aqui são trabalhadas competências a todos os níveis, como cognitivos, sociais e comportamentais, desde como estar à mesa, convivência em grupo, regras para receber as pessoas e ser educado. Os nossos meninos até são espalhados por várias escolas para eles não estarem em massa e serem tratados como crianças iguais às outras”.

O relacionamento das crianças com os pais não é igual para todos os casos: “Normalmente, as relações são boas, porque os meninos gostam sempre da visita deles. No entanto, há exceções, casos em que os pais não promovem esse contacto e só cá vêm, simplesmente, para assinar um registo”. O funcionamento sadio dos centros de acolhimento em muito se deve às parcerias que a ASAS celebra com várias instituições. Há “padarias que fornecem o pão”, “a cabeleireira que trata dos cabelos dos meninos” ou então “o mercado municipal que dá os legumes para a confeção dos alimentos”. “Somos dependentes da ajuda da comunidade como o Banco Alimentar, a Segurança Social, os tribunais, a Misericórdia e outras instituições”.

E será graças à ajuda da comunidade que a ASAS poderá concretizar o próximo sonho: adquirir um apartamento de autonomia, na Trofa, para os jovens que atingirem a maioridade e ainda estiveram sob a alçada da instituição.

Helena Oliveira afirmou que esse projeto está em andamento “com a mobilização de contactos privilegiados da Trofa, e não só, para a comparticipação na compra de um apartamento”. “Temos a promessa do Secretário de Estado que nos disse que, em novembro, queria assinar o acordo. Neste momento, não há novos acordos e, por isso, abriria uma exceção para nós, o que é uma honra”, anunciou.

Para além das crianças que vivem nos centros de acolhimento, a ASAS desenvolve ainda um trabalho de acompanhamento a cerca de 300 crianças em ambiente familiar. Neste processo, os técnicos da instituição também dão apoio parental.


Jornal "O Notícias da Trofa"



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